Como será o varejo pós-pandemia?

Tecnologia Abr 19, 2021

Novos comportamentos, meios de pagamentos e hábitos de consumo. Essas são algumas das mudanças que podemos esperar para o varejo pós-pandemia.

O último ano foi totalmente transformador para o mercado varejista. Várias tendências foram aceleradas e até mesmo algumas novas surgiram.

Além disso, varejistas de todos os portes tiveram que se adaptar às medidas sanitárias de prevenção e combate ao Covid-19, o que exigiu investimento e muita resiliência.

A tendência, porém, é que esse processo transformador ainda deva perdurar. Mesmo após a imunização da população muita coisa terá sido transformada definitivamente.

Neste artigo, apresentamos alguns insights sobre como será o varejo pós-pandemia e de que maneira os varejistas podem se preparar para ele. Leia mais.

Ambiente de compra adaptado às novas demandas do consumidor

A experiência de compra no PDV é um assunto que já vem sendo discutido há algum tempo. Com a pandemia, essa tendência se solidificou.

Os varejistas que buscam se manter competitivos dentro do mercado precisam criar ambientes de compra que sejam realmente adequados às novas demandas dos consumidores, o que envolve diversos aspectos.

De acordo com a pesquisa GFK Coronavirus Crisis Sales Radar Edition 7, 36% dos consumidores admite que as filas nas lojas são o maior desafio a enfrentar nas compras.

Afinal, se antes os clientes já não gostavam de esperar em filas, durante e até após a pandemia esse é um fator que pesa ainda mais nas compras, uma vez que essa espera ganhou um novo significado: a exposição desnecessária.


Logo, podemos esperar que nos próximos meses cada vez mais pessoas busquem por estabelecimentos ágeis no atendimento, mas que também forneçam ambientes seguros e adequados para as compras.

Novos meios de pagamento já consolidados

O dinheiro continua sendo o meio de pagamento mais utilizado entre os consumidores. Inclusive, nós abordamos esse assunto de maneira detalhada neste Infográfico: “Pagamentos em Dinheiro no Brasil”. Com a pandemia, temos presenciado diversos novos meios de pagamento surgindo e ganhando espaço no mercado. Ao que tudo indica, inclusive, eles devem se consolidar no pós-pandemia.

De acordo com a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária, entre os meses de janeiro e abril de 2020, o número de transações realizadas por pessoas físicas em canais digitais aumentou 19%. Além disso, segundo um levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços(Abecs), os pagamentos por aproximação cresceram 456% no 1° trimestre de 2020.

Assim, os novos meios de pagamento, com foco no digital, se mostraram excelentes alternativas para os consumidores uma vez que trazem vantagens como:

  • Mais segurança, uma vez que evitam o contato;
  • Mais agilidade nas compras;
  • Controle facilitado;
  • Rápida aceitação do mercado.

Após a pandemia, portanto, a tendência é que esses meios de pagamento se consolidem pela praticidade e agilidade que oferecem.

É importante lembrar, porém, que há uma grande parcela da população desbancarizada. Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa do Instituto Locomotiva, pelo menos 45 milhões de brasileiros são desbancarizados.

Mas isso não significa que esses 45 milhões de habitantes não movimentem a economia, pelo contrário: essa parcela é responsável por movimentar cerca de R$ 817 bilhões por ano.

Ou seja, apesar dos meios de pagamentos digitais estarem ganhando força é importante se atentar aos consumidores que não podem usar essas alternativas, pelo simples fato de não terem conta bancária.

Essa parte significativa da população não deve ser ignorada, necessitando, portanto, de soluções que ajudem a melhorar suas experiências de compra.

Consumo local cada vez mais valorizado

Com a pandemia, tivemos que reaprender a consumir. Se antes os consumidores se deslocavam muito para comprar, hoje a realidade é diferente.

Segundo uma pesquisa da consultoria Kantar cerca de 75% dos brasileiros estão optando por supermercados próximos de suas casas na hora das compras. Além disso, o mesmo estudo revelou que 68% dão preferência ao uso de meios de pagamentos eletrônicos, como cartões ou via celular.

Ou seja, as pessoas estão valorizando o consumo local, principalmente movidas pela segurança que isso traz. Afinal de contas, a tendência é que comércios pequenos tenham um fluxo menor de pessoas do que grandes redes.

E esse é um hábito que deve permanecer no varejo pós-pandemia. As pessoas têm valorizado essa proximidade e a comodidade que ela traz.

Além disso, a própria situação financeira fragilizada de muitos mercados pequenos despertou nos consumidores essa preocupação em valorizar o local, pequeno e próximo. Isso porque, com as medidas de combate ao Covid, foram justamente os pequenos empreendedores que mais sofreram durante esse último ano.

Essa é, inclusive, uma mudança que pode ser muito bem aproveitada como estratégia de fidelização dos clientes. Afinal, os varejistas podem aproveitar essa mudança comportamental para criarem ações que os aproximem ainda mais dos seus clientes.

Vale lembrar, porém, que tais ações não devem ocorrer apenas na hora das compras. O consumidor busca se sentir próximo das marcas e empresas que consome, de modo geral. Seja por meio da web ou, até mesmo, por se identificar com  os valores e o posicionamento que a marca expressa.

Logo, esse é o momento perfeito para desenvolver a identidade do seu negócio, mostrando que ele oferece diferenciais e que está alinhado aos ideais dos consumidores. Seja por meio de ações sociais, mudanças estratégicas no ponto de venda ou, até mesmo, no investimento em inovações para levar mais comodidade  ao cliente.

Tecnologia será a chave

Sem sombra de dúvidas - considerando todos os insights anteriores -  a tecnologia se mostra a chave para os varejistas que quiserem atender às novas demandas dos consumidores, bem como se destacarem no varejo pós-pandemia.

No campo das finanças, a tecnologia também tem auxiliado na criação de soluções que facilitam e transformam tanto o varejo como o comportamento dos consumidores, tais como: troco digital, PIX, pagamentos por aproximação entre  outras soluções que estão surgindo.  Com elas, é possível atender todas as demandas listadas nos insights anteriores, que incluem desde criar ambientes mais seguros para o consumidor até integrar os canais de vendas.

Cabe ressaltar, porém, que esse tipo de transformação exige planejamento e estudo. No artigo “Resiliência no varejo: como se adaptar às novas tendências do mercado e vencer a crise?”  damos  algumas dicas de como promover esse tipo de mudança, independentemente do porte do seu negócio.

Hoje já existem inúmeras tecnologias acessíveis, inclusive para pequenos varejistas. A dica é que o varejista  avalie as soluções tecnológicas disponíveis e inclua esse tipo de inovação no seu negócio.

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