Panorama do dinheiro físico no Brasil

Economia Jul 07, 2021

O dinheiro físico no Brasil costuma levantar discussões e gerar polêmicas. Afinal, com a crescente digitalização dos meios de pagamento e do aumento de pagamentos sem o uso de dinheiro em espécie, é comum que o assunto esteja sempre em evidência.

Neste panorama sobre o dinheiro físico no Brasil, você vai conferir:

  • Cenário brasileiro do dinheiro
  • A preferência nacional: Por que os brasileiros ainda usam dinheiro?
  • Qual é o custo do dinheiro físico para o varejo físico?
  • Para o varejo: descubra como o excesso de sangrias pode ser reduzido
  • Uma solução: Saque no varejo

Cenário brasileiro do dinheiro

Apesar do avanço no uso do dinheiro digital, é certo que o dinheiro físico ainda representa a maior parcela dos pagamentos, especialmente no varejo físico brasileiro. De acordo com o Banco Central, existem 8,4 bilhões de cédulas em circulação no Brasil, no valor de R$ 342 bilhões. Além das cédulas, existem mais de 27,5 bilhões de moedas espalhadas pelo país, com valor equivalente a R$ 7,2 bilhões.

Ainda segundo o BC em uma pesquisa realizada em 2018, o uso do dinheiro representa:

  • 29% dos brasileiros recebem o salário em espécie;
  • 60% usam dinheiro com mais frequência do que outros meios, como cartão de débito ou crédito;
  • Somente 4% da população nunca utiliza dinheiro para pagar contas e/ou fazer compras;
  • 99% dos varejistas físicos aceitam dinheiro, contra 76% que passam no débito e 74%, no crédito.

Além disso, durante a pandemia do coronavírus o uso do dinheiro em espécie aumentou significativamente, tendo tido um aumento de 8% para 24% somente entre os meses de fevereiro e abril de 2020, segundo um estudo publicado pela SSRN.

Com base nesses números, é certo que o cenário brasileiro atual é dominado pelo uso do dinheiro físico pela maior parte da população.

Mas, por que será que os brasileiros preferem o dinheiro em espécie?

A preferência nacional: Por que os brasileiros ainda usam dinheiro?

A maior parte da população brasileira é assalariada, recebendo mensalmente o valor total da sua renda, sendo 29% deles recebendo o salário somente em espécie.

Além desse percentual, outra parte da população também opta por utilizar o dinheiro em espécie para realizar compras ou efetuar pagamentos, principalmente em cidades do interior.

Porém, com a constante diminuição no número de caixas eletrônicos e de agências bancárias pelo país, é um grande problema para quem precisa de dinheiro vivo. Assim, para evitar deslocamentos e trajetos de longas distâncias apenas para sacar dinheiro, o brasileiro acaba indo 1 ou 2 vezes por mês até um caixa eletrônico ou lotérica e efetuando grandes saques, optando então, por utilizar o dinheiro em grande parte do seu dia a dia.

Em alguns locais do Brasil, há situações em que a distância até um local de saque já ultrapasse os 200 quilômetros. De acordo com dados do Banco Central, cerca de 17 milhões de brasileiros, em 2.328 cidades, precisam viajar para municípios vizinhos se quiserem abrir uma conta, tomar empréstimos ou fazer saques.

Assim, o dinheiro em espécie segue dominando o varejo físico e sendo preferência nacional.

Qual é o custo do dinheiro físico para o varejo físico?

Mas, afinal, qual é o custo do custo do dinheiro para o varejista?

Para grande parte dos varejistas e dos gestores financeiros no varejo, é certo que todo meio de pagamento gera algum custo. Nas vendas realizadas por cartões de crédito, por exemplo, as taxas cobradas pelas administradoras dos lojistas variam de 1,5% a 5%. Com o dinheiro, porém, esse custo costuma não ser tão evidente.

Alguns dos grandes custos que o dinheiro gera para o varejista é a quebra de caixa, o custo com transporte de valores, com segurança e com manutenção de cofre caixa, por exemplo.

A quebra de caixa, por exemplo, costuma ser ocasionada pelo excesso de sangrias que o varejista realiza em cada um dos PDVS e, geralmente, diversas vezes ao dia.

A boa notícia é que é possível calcular os custos com a operação de gestão de numerário, principalmente na quebra de caixa.

Para se ter uma ideia, os gastos com quebra de caixa podem facilmente ultrapassar os milhares de reais por mês em um varejo de pequeno ou médio porte.

Por exemplo: considerando que a média de mercado na quebra de caixa é de R$ 2,00 por PDV. Em um supermercado com apenas 30 PDVS, o varejista chega a ter quase R$ 2.000 reais de prejuízo por mês!

Então como o varejista pode reduzir o excesso de sangrias e, consequentemente, a quebra de caixa?

Para o varejo: descubra como o excesso de sangrias pode ser reduzido

Tendo em vista este panorama sobre o dinheiro no Brasil e o grande uso da população do dinheiro em espécie, é necessário que o varejista esteja atento sobre as melhores soluções para resolver os problemas recorrentes com a gestão de numerários, como o excesso de sangrias.

Processo extremamente manual, a sangria exige atenção e um trabalho detalhado durante a contagem e verificação de cédulas e moedas. Por isso, é comum que erros ocorram durante ao longo do dia.

Assim, as melhores estratégias para reduzir a quantidade de sangrias são:

Uma solução: Saque no varejo

Como falamos no início deste artigo, a falta de locais para saque de dinheiro e o uso recorrente do dinheiro em espécie faz com que faltem opções de saque para os consumidores.

Assim, além de reduzir o excesso de sangrias, o varejista que oferece a possibilidade do consumidor sacar pequenas quantias de dinheiro no seu PDV, obtém vantagens como a atração de novos clientes e ainda se beneficia pela segurança de não acumular grandes quantias em loja, além de reduzir o transporte de valores.

E se você quiser saber mais sobre como a falta de troco impacta o varejo e a economia, acesse este material completo sobre o assunto!

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